Ministro da Fazenda defende política fiscal do governo Lula a 10 dias das eleições
Ministro da Fazenda defende a política fiscal do governo Lula em artigo publicado na The Economist a 10 dias das eleições.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu a política fiscal governo Lula em artigo publicado na revista britânica The Economist. Com 10 dias para o primeiro turno das eleições, ele afirmou que a política fiscal adotada nos últimos quatro anos foi a correta para o Brasil.
Quais são os principais argumentos do ministro sobre a política fiscal do governo Lula?
Durigan destacou que o Brasil vive inflação e desemprego em níveis historicamente baixos. Ele também apontou a saída do país do Mapa da Fome da ONU e o aumento real do salário mínimo e da renda média dos trabalhadores. Sobre as contas públicas, o ministro ressaltou que o déficit primário caiu de pouco mais de 2% do PIB em 2023 para uma projeção de 0,6% em 2026, sem sacrificar políticas sociais.
O ministro atribuiu os desafios econômicos ao governo anterior, criticando a gestão de Jair Bolsonaro. Destacou que a melhora fiscal ocorreu graças ao aumento da arrecadação e da carga tributária, embora parte desse ganho tenha sido consumida pelo serviço da dívida pública, que subiu de 6% para 8,5% do PIB.
O que diz o ministro sobre o arcabouço fiscal e a percepção do mercado?
Durigan defendeu o arcabouço fiscal aprovado em 2023, que manteve as despesas primárias próximas de 19% do PIB e abriu caminho para superávits fiscais em 2027. Ele citou a melhora na nota de crédito do Brasil e a redução da percepção de risco de calote como sinais de que a política fiscal governo Lula está produzindo resultados.
Por outro lado, o mercado financeiro tem visão contrária. O anúncio do reajuste do Bolsa Família gerou reação negativa, com queda da bolsa e alta do dólar. Isso mostra que o risco fiscal segue sendo o principal tema para investidores nas eleições.
Quais são os próximos passos econômicos apontados pelo governo?
Além do balanço da gestão, Durigan destacou planos para ampliar a participação feminina no mercado de trabalho, qualificação profissional focada em inteligência artificial e estímulo a investimentos em setores estratégicos como data centers, minerais críticos e transição energética. Ele ressaltou o compromisso com uma política fiscal responsável para reduzir a taxa básica de juros e controlar o crescimento dos gastos obrigatórios.
Como o contexto eleitoral influencia a discussão sobre a política fiscal?
O artigo foi publicado em meio a um cenário eleitoral apertado. Pesquisa Datafolha divulgada no mesmo dia mostra empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro e segundo turno, com ambos rejeitados por 45% dos eleitores. Esse clima reforça a importância do debate sobre a política fiscal governo Lula para o futuro do país.
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