Tenente-coronel é preso por envolvimento com milícia armada no oeste da Bahia
Tenente-coronel é preso na Bahia por suspeita de ligação com milícia armada e corrupção passiva militar.

O tenente-coronel Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi preso preventivamente nesta quarta-feira (7) em Santa Maria da Vitória, no oeste da Bahia, por suspeita de envolvimento com milícia armada. A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Terra Justa, realizada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA). Segundo o órgão, o policial militar, que atualmente dirige o Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa, foi denunciado por corrupção passiva militar.
Qual a suspeita contra o tenente-coronel preso na Bahia?
De acordo com a denúncia do MPBA, o tenente-coronel teria colaborado com o funcionamento da milícia armada na região. Ele teria recebido R$ 286 mil de Carlos Erlani Gonçalves Santos, sargento da reserva e líder da organização criminosa. Além disso, foram identificados depósitos frequentes em sua conta, incluindo pagamentos de boletos da faculdade da filha do policial. A investigação aponta que ele recebia cerca de R$ 15 mil mensais, o que teria como objetivo afastá-lo do dever de combater a milícia.
Qual era o papel do tenente-coronel na milícia armada?
Segundo o MP, o tenente-coronel era responsável por definir as escalas dos vigilantes armados que atuavam em um esquema de segurança privada ilegal. Essa segurança era contratada por grileiros que ameaçavam e expulsavam comunidades tradicionais na região de Correntina. O líder da milícia, o sargento Santos, já foi condenado por essa atividade ilegal.
O que muda para a região após a prisão?
Há indícios de que o tenente-coronel também teria usado sua influência para oferecer serviços irregulares de segurança armada a fazendeiros locais. Com a prisão dele, espera-se um enfraquecimento do esquema criminoso que atuava na região. A Polícia Militar da Bahia ainda não se posicionou oficialmente sobre o caso.
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