Óxente, meu povo de Camaçari, vem cá que a Mainha tá com uma novidade daquelas que nem na melhor novela da Globo a gente vê! Tá rolando a primeira Festa Literária de Camaçari, a famosa Felizcam, que é bem mais que um arraiá de poesia, viu? Já no segundo dia desse bafão, a atriz Edvana Carvalho e a escritora Márcia Kambeba se juntaram numa mesa que deu o que falar: “Brasil Afro-indígena: nossa ancestralidade, nosso presente”. Eita, coisa fina!
Eita trem bão! Quem tava na mediação dessa roda de conversa foi a professora Vitalina Silva junto com a cacica Renata Tupinambá de Abrantes, e olha, elas botaram pra quebrar, falando tudo que a gente precisa saber sobre preservar nossa cultura e esses saberes preciosos que vêm de longe, lá do tempo dos nossos ancestrais. É papo pra renovar a alma e fortalecer a raiz!
Quem chegou chegando foi a atriz Edvana Carvalho, que é aquele mulherão das telinhas que nunca esquece de trazer à tona o que realmente importa: a representatividade da gente preta no Brasil. A moça já brilhou no filme Malês e nas novelas Vale Tudo e Renascer, e não para de lembrar a todos que a arte é um grito potente contra o preconceito e o silêncio que quiseram impor. “A gente não é só notícia ruim, não!” – foi o que ela mandou verdinho pra gente escutar.
Do Pará, terra abençoada pela floresta, a escritora Márcia Kambeba chegou cheia de chão e sabedoria, com mais de quinze livros na bagagem. Pra ela, o que rola na escrita é mistura fina de memória, identidade e a tal da ancestralidade, juntando o que é afro e indígena numa prosa que aguenta qualquer resenha e ainda ensina geral sobre quem somos de verdade.
E não é que essa conversa boa foi pensada pra galera da escola? A Márcia, que é mestra na Federal do Amazonas, explicou que acredita mesmo é nos rebentos, na criançada e nos jovens, pra plantar essa semente de luta e resistência que vai brotar forte no futuro. Tá vendo? A esperança tá nas novas gerações, meus filhos, e ninguém pode tirar isso da cabeça!
Agora deixa eu contar vocês quem tava no comando desse evento esse tanto de coisa boa. A professora Vitalina Silva, que é potência, premiada e reconhecida até pela Globo com um projeto massa de educação antirracista, disse que essa festa da literatura é um caminho pra garotada se apaixonar pelos livros, pela escrita e pela cultura, abrindo porta pra quem escreve e pra quem lê.
Mas não para por aí, minha gente! A cacica Renata Tupinambá de Abrantes, da parcela indígena daqui de Camaçari, falou firme e forte, cheia de orgulho da sua terra e do seu povo, que é comandado por mulheres guerreiras. Ela disse que participar dessa primeira feira literária da cidade é mais que um presente, é uma oportunidade de mostrar a riqueza cultural de Camaçari e de todo Brasil, sendo voz e vez pro seu povo, que não tá pra brincadeira, não.
Eita, que essa Felizcam tá com fogo no parquinho, misturando história, cultura e sabedoria, num evento que é puro axé e bumba meu boi da inteligência. Quem não foi que se cuide, porque o bloco da ancestralidade aqui é forte de mais, meu rei!
Tá aí, meu povo, tudo explicado e dentro do ponto, com aquele jeitinho da Mainha que a gente gosta: direto, com a língua afiada e aquele tempero baiano que não pode faltar. Bora valorizar o que é nosso e ficar ligado que vem mais coisa boa pela frente!





