Ponte Salvador-Itaparica recebe aporte federal de R$ 3 bilhões para obra
Governo federal investe R$ 3 bilhões na ponte Salvador-Itaparica, que terá 12,4 km e ligação rápida entre as regiões.

A ponte Salvador-Itaparica terá um aporte federal de R$ 3 bilhões para sua construção, segundo acordo firmado entre o Ministério dos Transportes e o governo da Bahia. O projeto prevê uma ponte de 12,4 quilômetros que ligará Salvador ao município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, com investimento total estimado em R$ 11,6 bilhões.
Como será a ponte Salvador Itaparica?
O empreendimento faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e será realizado por meio de uma parceria público-privada (PPP), envolvendo o governo estadual e uma concessionária formada por duas empresas chinesas. A concessionária ficará responsável pela implantação, operação e manutenção da ponte e dos acessos.
Além da ponte, o sistema inclui acessos em Salvador, vias na Ilha de Itaparica, uma variante para desviar o tráfego de Mar Grande e a recuperação e duplicação de trecho da BA-001. Tudo isso visa integrar a Região Metropolitana de Salvador com o Recôncavo Baiano, o Baixo Sul, o Extremo Sul e a Chapada Diamantina.
Quais os benefícios esperados da ponte Salvador Itaparica?
Hoje, a travessia entre Salvador e Itaparica depende do ferry-boat e pode levar até uma hora. Com a ponte, o tempo deve cair para cerca de 15 minutos. O Ministério dos Transportes estima que até 250 municípios poderão ser beneficiados pela nova ligação, que também pode reduzir em até 200 quilômetros o percurso de algumas cargas.
Porém, a redução real do tempo e o impacto no transporte de cargas vão depender da infraestrutura dos acessos, das condições de tráfego e da integração com a malha rodoviária. O aumento do fluxo de veículos também requer cuidados com mobilidade, segurança e meio ambiente.
Quais os prazos e desafios da obra?
O acordo prevê que a concessionária terá até um ano para concluir os projetos de engenharia e obter as licenças após junho de 2025. As obras devem durar até cinco anos, com conclusão prevista para junho de 2031. A licença prévia ambiental já foi concedida, mas a licença de instalação ainda está em análise.
A construção envolve desafios técnicos, como a travessia em águas profundas, exigindo fundações especiais e logística para transporte de materiais. Está prevista uma Plataforma Linear Provisória para facilitar o deslocamento de trabalhadores e insumos durante a obra.
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