Mulheres no Congresso em 2027 batem recorde e dominam cenário político
A presença feminina no Congresso em 2027 é recorde, com mais deputadas e senadoras eleitas, principalmente da direita.

As mulheres no Congresso terão presença recorde em 2027, com 109 deputadas na Câmara e 12 senadoras no Senado. Essa marca histórica eleva a participação feminina a 21% na Câmara e 22% no Senado, refletindo uma ampliação significativa do espaço político feminino.
Qual o perfil das mulheres no Congresso?
Apesar do crescimento, o grupo não é homogêneo. A direita elegeu mais mulheres do que a esquerda em ambas as Casas. No Senado, metade das senadoras eleitas são de partidos de direita e centro-direita, como PL, PSDB, Republicanos e União Brasil, que somam 10 das 18 senadoras. A esquerda e centro-esquerda, representada por PT, PDT e Rede, conquistou quatro vagas, enquanto o centro, com MDB e Podemos, ficou com duas. Na Câmara, a divisão é mais equilibrada, com 50 deputadas da direita e 47 da esquerda.
Como o PL apostou nas mulheres no Congresso?
O PL investiu em candidaturas femininas para ampliar seu alcance além da direita tradicional. O partido aumentou o número de filiadas em cerca de 18% desde 2020, com uma estratégia de formação política em grupos pequenos, liderada por Michelle Bolsonaro. A ex-primeira-dama foi eleita senadora pelo Distrito Federal, com 29% dos votos, e teve como foco direitos de pessoas com deficiência e doenças raras.
Quem são as mulheres mais votadas da direita?
Além de Michelle Bolsonaro, Bia Kicis foi eleita senadora com quase 887 mil votos e defende pautas conservadoras, como anistia aos condenados por atos antidemocráticos. Outra destaque é Caroline de Toni (PL-SC), eleita senadora com 2,6 milhões de votos, conhecida por defender educação domiciliar e posições contrárias ao aborto e à igualdade salarial entre homens e mulheres.
Como as mulheres no Congresso lidam com as diferenças ideológicas?
A bancada feminina enfrenta desafios por causa das divergências políticas, mas costuma votar em bloco em pautas específicas, como combate à violência doméstica e oferta de absorventes gratuitos. Apesar das diferenças, há esforço para construir consensos em temas fundamentais, embora assuntos como aborto ainda provoquem discordâncias. A dependência do eleitorado feminino pode limitar retrocessos em políticas públicas.
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