Livro revela rotina de Lula na prisão e suas conversas com o carcereiro
Livro traz relatos do agente que acompanhou Lula durante sua prisão em Curitiba.

O livro “Banho de Sol: Os 580 dias de Lula na Prisão”, escrito pelo agente da Polícia Federal Jorge Chastalo Filho, traz detalhes inéditos sobre a rotina do ex-presidente Lula durante sua prisão em Curitiba, entre 2018 e 2019. A obra apresenta um diário minucioso, mostrando a convivência entre o preso e seu carcereiro, além de revelar as opiniões e expectativas de Lula naquele período.
O que o livro revela sobre Lula na prisão?
Segundo o relato de Chastalo, Lula manteve a certeza de que voltaria ao Planalto mesmo durante os dias de detenção. O diário detalha desde a chegada de equipamentos para exercícios até conversas pessoais, incluindo o pedido para que sua namorada fosse autorizada a visitá-lo. Lula também comentou sobre figuras políticas, como ministros e adversários, e compartilhou impressões sobre Dilma Rousseff, descrevendo-a como eficiente para cumprir ordens, mas não para decidir.
Como Lula via a política e seus adversários?
De acordo com o livro, Lula criticou ministros e membros da Operação Lava Jato, além de expressar opiniões sobre a gestão de Michel Temer e o impeachment de Dilma. Ele também falou sobre as eleições, acreditando inicialmente em sua candidatura e depois na de Fernando Haddad, sempre confiante na vitória do PT. Lula destacou ainda sua ligação com o eleitorado e as dificuldades enfrentadas em sua vida pessoal, que, segundo ele, o diferenciavam de outros líderes mundiais.
Qual a expectativa de Lula para o futuro?
Chastalo relata que Lula estava certo de seu retorno ao poder e alertava sobre investigações envolvendo a família do então presidente Jair Bolsonaro. O ex-presidente afirmava ter mais votos que seus adversários juntos e demonstrava otimismo em relação ao cenário político futuro, apesar das dificuldades enfrentadas para disputar eleições novamente.
Leia também: Eleição do Senado será decisiva para futuro do STF após resultado eleitoral · UFPel aprova títulos de Doutor Honoris Causa para Lula e Chico Buarque · Vitória de Lula inspira esquerda francesa, mas comparação com Mélenchon tem limites





