Flávio Bolsonaro impõe condições que complicam resposta ao desafio de Lula
Flávio Bolsonaro apresenta condições complicadas para atender ao desafio de Lula sobre abertura de sigilo.

O desafio de Lula para a abertura de sigilo das famílias dos candidatos à Presidência ganhou uma resposta do senador Flávio Bolsonaro (PL) que complica o cenário. Nesta quarta-feira, ele apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma petição com várias condições que tornam difícil a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico, não só dele, mas também de seus familiares.
Quais são as condições de Flávio Bolsonaro para abrir os sigilos?
Flávio Bolsonaro aceitou liberar seus sigilos e os de seus familiares, mas dos últimos 20 anos, um período muito maior do que os oito anos propostos inicialmente por Lula. Além disso, ele pediu que Lula também abra sigilos de assessores próximos, empresas ligadas a familiares e sócios, o Instituto Lula e a empresa de palestras L.I.L.S., desde 2003. Essas exigências ampliadas desviam do foco do desafio original.
O que Lula propôs no desafio de abertura de sigilo?
Durante um debate na TV Bandeirantes, Lula lançou o desafio para que ambos os candidatos liberassem seus sigilos e os de suas famílias dos últimos oito anos. Ele incluiu na proposta a abertura das contas das pessoas jurídicas das quais sejam sócios ou administradores, e as contas em que figuram como responsáveis financeiros. O documento da campanha de Lula lista apenas uma empresa ligada a ele, a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda.
Como o TSE está envolvido no desafio de Lula?
Flávio Bolsonaro protocolou uma petição no TSE pedindo que o tribunal intime Lula a aceitar ou recusar suas condições. Caso Lula não aceite, que fique registrado no processo a recusa. A disputa sobre a abertura dos sigilos virou assunto nas redes sociais, com a hashtag “AbreOSigiloFlavio” liderando nos dias seguintes ao desafio.
Quais outras polêmicas cercam Flávio Bolsonaro?
Além do desafio de Lula, Flávio é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), relacionados a um advogado amigo e ao financiamento da cinebiografia “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro. Ele nega participação em uma offshore ligada a essas investigações, apesar de denúncias anteriores que o mencionam como “usuário master” de uma conta bancária suspeita.
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