Oxente, meu povo, senta que lá vem babado quente direto da Câmara de Vereadores, que tá é fervendo mais que caldo de feijão na panela de pressão! O vereador Manoel Filho, que é desses bem do time bolsonarista e ainda pastor de igreja (imagina a mistura), resolveu dar uma de juiz e juizinho da moral na tribuna, mas o “xingamento” dele foi tão apimentado que nem tinha ido no evento que tava criticando, visse? É gente falando de longe, sem nem botar o pezinho no lugar. O alvo do “xerim” foi um cantor local que brilhava lá no Bahia Gospel Festival, viu? Só que em vez de elogio, ele mandou bala em crítica política, ofensa pessoal e até “salmo doméstico” escolhido na ponta do lápis pra mandar no coleguinha. Aí, meu rei, chutou o vespeiro e todo mundo ficou de cara!
E num para por aí, não, meu irmão! Durante o discurso, o vereador resolveu baixar o nível todo, e acabou soltando umas pérolas gordofóbicas daquelas que ninguém merece. Chamou o cantor de “xodozinho” – ô nome carinhoso, viu? – e ainda deu uma chutada que mais parecia: “Ele tá tão gordo de tanto aproveitar o rango que eu acho melhor dar chance pra quem não tem nada”. Olha o disparo, minha gente! Imagina a massa que ficou com isso? Um rosário de reclamação da classe artística, dos produtores, da galera evangélica que ficou passada com o palavrório. Nu num tá com nada!
Agora, a ferida pegou forte porque, em vez de debater alguma política cultural que interessa, o vereador resolveu só tacar pedra no trabalhador que só tava louvando do jeitinho dele, na humildade. Um produtor cultural, que não quis se expor (porque sabe que aqui é chão de olho grande), deu uma cutucada no visual: “Ele podia discutir melhorias, mas prefere humilhar um irmão publicamente e isso não ajuda nada o setor”. Dito isso, viu quem tem o que fazer!
E o pior, viu? Não foram só os demais artistas que ficaram chateados; parte da própria igreja e do pessoal da comunidade evangélica disse: ‘Oxente, pastor, se o evangelho é amor, por que essa baixaria na tribuna? A Bíblia não manda ninguém humilhar o próximo, não!’ Teve até uma fiel que ficou com medo de falar o nome, mas fez questão de destacar que Manoel tinha que dar exemplo, e não ser o contrário. Dito e repito!
Outro irmão da fé também chegou chegando com a pergunta que não quer calar: “Como é que ele vai criticar evento que ele nem viu, meu povo? E ainda por cima, atacar um filho da terra que tava só exaltando Deus? Isso não dá pra engolir, não é postura pra pastor não!” Tá com razão, né não? Falar é fácil, fazer é que é mais bonito!
Pra jogar mais lenha nessa fogueira, cê acredita que esse tal de Bahia Gospel Festival tava mais baiano que acarajé de rua, hein? Das 21 atrações, 14 eram artistas daqui de Camaçari, mostrando que o evento é a cara do nosso povo, reforçando aquela cara cultural e religiosa que tanto amamos na nossa terra. E se liga, minha gente, pois a festa mexeu com a economia local, atraiu até as caravanas, dando um gás na renda de comerciantes, ambulantes, técnicos e toda a turma da música. Foi um dos maiores e mais abençoados encontros gospel que já rolou por essas bandas, visse?
Mas, ao contrário do que imaginava o vereador, ele nem apareceu no festival, viu? Parece que a ausência tem dedo do fato de que o evento foi uma parceria do Governo do Estado com a Prefeitura de Camaçari, que não é a “praia” do Manoel. E aí, minha filha, só falou mesmo de longe, sem conferir de perto.
Pra fechar o babado, jornal até tentou ele dar seu pitaco sobre as críticas, mas o vereador ficou no silêncio, migué total. Mas, fique sabendo que o espaço tá aberto pra ele falar o que quiser, viu, meu povo? Vai que ele resolve aparecer pra botar mais tempero nessa história toda.
E assim, minha gente, ficam as notícias quentes pra gente ficar ligado nas artimanhas desse mundo político-culto-religioso de Camaçari. Vou ficando por aqui, mas já sabe: o babado não para não, tá?! Vou ficando aqui de olho, que aqui é Fofoca da Mainha e a gente conta tudinho pra vocês, com aquele tempero baiano que só a gente sabe dar! Tá vendo? Vem na Mainha que é sucesso!





