Homem é preso em Itatiba por manter trabalhador em escravidão por 20 anos
Homem de 62 anos foi preso em Itatiba por manter trabalhador em condições análogas à escravidão por mais de 20 anos.

Em Itatiba, interior de São Paulo, um homem de 62 anos foi preso por manter um trabalhador em condições análogas à escravidão por mais de 20 anos. A prisão ocorreu após a vítima, de 61 anos, buscar atendimento médico na UPA com ferimentos causados por agressões físicas.
Como a escravidão trabalhista em Itatiba foi descoberta?
O trabalhador procurou a UPA no domingo à noite, relatando ter sido agredido com uma vara de marmelo, o que causou ferimentos nas costas, braços e peito. Médicos acionaram a Polícia Militar, que investigou o local indicado pelo trabalhador, um galpão usado como residência pelo empregador.
Quais as condições da escravidão trabalhista em Itatiba?
Segundo o relato da vítima, ele trabalhava cerca de 10 horas por dia como ajudante de caminhão, recebendo apenas R$ 50 por dia e uma marmita. O ambiente era inadequado, sem condições mínimas de dignidade. O trabalhador não tinha contrato formal e vivia em situação precária por duas décadas.
O que aconteceu após a agressão e prisão?
Ao cobrar um pagamento atrasado, a vítima foi agredida pelo empregador, que usou uma vara para bater nele. Após a denúncia, o homem foi preso em flagrante por lesão corporal e por manter a vítima em condição análoga à escravidão. A prisão foi convertida em preventiva, enquanto a vítima recebeu acolhimento familiar.
Este caso em Itatiba evidencia a necessidade de fiscalização rigorosa e políticas públicas para proteger trabalhadores vulneráveis e combater a escravidão moderna no Brasil.
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