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Campanha de Lula vai à OEA com denúncia contra Meta por suposta interferência eleitoral

Campanha de Lula denuncia Meta à OEA por suposta interferência nas eleições de 2026.

Por fofocamainha
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Campanha de Lula vai à OEA com denúncia contra Meta por suposta interferência eleitoral

A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu apresentar uma denúncia contra a Meta à Organização dos Estados Americanos (OEA) por suposta interferência nas eleições brasileiras de 2026. A iniciativa, anunciada pelo coordenador da campanha, Camilo Santana, ocorre após relatos de que a inteligência artificial (IA) da empresa teria respostas diferentes para comandos envolvendo Lula e o senador Flávio Bolsonaro, adversário do petista na disputa.

O que motivou a denúncia contra Meta?

Segundo a campanha, a Meta, dona do Instagram, Facebook, Threads e WhatsApp, teria tomado decisões que precisam ser esclarecidas, já que as plataformas digitais têm grande influência na disputa eleitoral. A denúncia foi solicitada pelo próprio presidente Lula e também será encaminhada à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Além disso, a equipe da campanha buscou apoio internacional, reunindo partidos e organizações de 12 países para ampliar a repercussão do caso.

Quais as diferenças nas respostas da inteligência artificial?

Relatos e testes indicaram que a IA da Meta respondeu de forma distinta a comandos envolvendo Lula e Flávio Bolsonaro. Ao pedir a geração de uma imagem com “Lula” e o número 13, a ferramenta não conseguiu criar o conteúdo. Já com o nome de Flávio Bolsonaro, a IA produziu um cartaz com mensagens de campanha e referências a programas de governo. A campanha também apontou que botões de compartilhamento no perfil de Lula ficaram indisponíveis por horas no Instagram.

Como a Meta reagiu às acusações?

A Meta afirmou que proibiu temporariamente a recomendação e a geração de imagens de candidatos, adotando medidas para impedir que comandos com nomes e números eleitorais gerem imagens. A empresa já enfrentou outras críticas no Brasil, como a desativação de contas e restrições sem explicações claras, o que alimenta o debate sobre transparência e responsabilidade das plataformas digitais durante as eleições.

Quais são as regras eleitorais para inteligência artificial?

A Resolução nº 23.755/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe que sistemas de IA ranqueiem, recomendem ou favoreçam candidaturas, partidos ou campanhas durante o período eleitoral. Especialistas defendem que o Brasil desenvolva capacidade própria para fiscalizar essas tecnologias, evitando depender apenas das informações fornecidas pelas empresas. A discussão sobre soberania digital e regulação é central no contexto das eleições.

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