Ôxe, meu povo, senta que lá vem a fofoca da Mainha que tá quente que nem farofa na chapa! Lá no dia 2 de dezembro, uma terça-feira que prometia ser comum, dois mil operários da construção civil resolveram dar um “basta!” no corre-corre e entraram em greve lá na fábrica da gigante chinesa BYD, que tá em pleno Camaçari, pertinho de Salvador. Imagina a muvuca que foi!
Pois é, esses trabalhadores, que tão lá na batalha sendo terceirizados pela tal Falcão Engenharia e Soluções, tão de dedo em riste contra o tal monopólio chinês. Eles andaram dizendo por aí que tão vivendo num regime que nem escravidão do século passado, uma “semi-servidão” daquelas, com a exploração pegando fogo pra dar conta da pressão que a BYD mete. Isso não é bagaceira não, viu?
O bicho pegou mesmo quando a turma resolveu meter o pé na porta e pedir coisa de gente: querem salário certinho, com adicional de insalubridade turbinado, além de auxílio alimentação e transporte decentes. Ah, tem mais: bebedouro, banheiro limpinho, lugar pra fumar – porque ninguém é de ferro – e até ônibus pra levar e buscar no meio da fábrica. E pra fechar, querem acabar com essa escala trabalhosa de 6 dias seguidos, sô!
Agora segura essa, minha gente! Na terça-feira, dia 9, quando a greve tava indo pra frente, a Polícia Militar da Bahia chegou chegando, já armada pra tentar segurar a onda da galera. Chama o governador Jerônimo Rodrigues, que vem com aquela conversa de pacificação e controle da polícia, mas na hora da greve ele chamou a tropa pra dar um jeito na bagunça. Que contraste, hein?
A PM tentou espantar o povo com bomba de gás lacrimogêneo, igual folha de touro na ventania, mas não teve jeito, não. A rapaziada tava com fogo no pé e não deixou ninguém calar o grito. E olha que na segunda-feira anterior, três operários já tinham sido mandados embora, tudo pelo zapzap, coisa fina demais! E olha só: até quem ia cuidar da segurança no trabalho, com estabilidade garantida pela CLT, levou o pé da empresa.
Enquanto isso, o sindicato que devia estar do lado do trabalhador, o SINDTICCC filiado à CUT, passou três dias negando que tivesse greve rolando. Parece que o negócio tava mais pra dormir no ponto e pegar no pé dos operários do que defender a classe trabalhadora. Resultado: os grevistas jogaram a toalha no sindicato velho e criaram o seu próprio, um sindicato livre, nascido do fogo da luta!
Agora, sinta só a pressão! Depois que essa confusão começou, a BYD teve que engolir uma multa de R$ 257 milhões por manter essa situação meio escrava com o povo trabalhando. A pressão foi tão grande que a fábrica virou quase um filme de espionagem: instalaram 135 câmeras pra vigiar, botaram cartaz proibindo fotografar, tudo pra limpar a imagem arranhada. E olha que o governo petista ali, bancando pesado o investimento de R$ 5,5 bilhões, hein?
Mas minha gente, isso mostra é o que? Que o negócio não é brincadeira não: quem manda ali quer mesmo controlar geral, apertando a mão do trabalhador, limitando a liberdade e segurando qualquer briga pra crescer. Enquanto isso, o povo na base tá firme, mostrando que, com organização, pode botar pra quebrar e até pensar numa greve geral que espalha a luta pro polo industrial todo da Bahia.
Fiquem ligados, que lá em Camaçari tem fogo no parquinho, e a rapaziada tá mostrando que não vai aceitar qualquer coisa. Pergunta se a Mainha não vai ficar de olho nesse bafafá todo, hein? Aqui é notícia com sabor de quentura baiana!





