Projeto antirracista em Camaçari transforma a consciência dos estudantes
Projeto antirracista em Camaçari fortalece autoestima e combate o preconceito nas escolas públicas.

O projeto antirracista Camaçari tem ganhado destaque na rede pública municipal de ensino, especialmente no Centro Educacional Monteiro Lobato, no bairro Camaçari de Dentro. Desde 2025, a iniciativa da professora Carla Luiza Santos Rebouças busca fortalecer a autoestima dos alunos e combater o preconceito por meio de uma pedagogia que valoriza a diversidade cultural e a história afro-brasileira.
Como o projeto antirracista Camaçari atua nas escolas?
O projeto “Por um arkhé das diversidades culturais, produzindo possibilidades didático-pedagógicas” se baseia na Lei Federal 10.639/2003 e na Base Nacional Comum Curricular. Voltado para alunos dos anos iniciais do ensino fundamental, ele promove o ensino da cultura afro-brasileira de forma interdisciplinar, com atividades que envolvem literatura, jogos, oficinas, produções artísticas e audiovisuais.
As crianças aprendem sobre ancestralidade, resistência e identidade, participando também da criação de materiais como cartilhas que circulam na comunidade. A iniciativa já foi reconhecida nacionalmente com o Selo Educadora & Educador Antirracista – Conectando Saberes Camaçari, em 2025 e 2026.
Quais resultados o projeto tem alcançado com os estudantes?
Segundo relatos dos alunos, o projeto antirracista Camaçari tem impacto direto na valorização pessoal e no combate ao racismo. Enzo Santana, de 10 anos, destaca a importância de conhecer suas raízes para seguir seus sonhos, enquanto Maria Eduarda Barbosa, de 9 anos, aprendeu a valorizar sua identidade e a entender o racismo como crime.
Os familiares também percebem a transformação. A mãe de Maria Eduarda, Ana Cláudia, ressaltou a importância de um ensino público que promove respeito e cidadania antirracista, reforçando o aprendizado em casa e na escola.
Quais são os pilares do projeto antirracista Camaçari?
O projeto está estruturado em três eixos principais: Identidade e Literatura, Ancestralidade e Protagonismo, e Cultura e Inclusão. No primeiro, os alunos têm contato com obras e autores negros para se reconhecerem nas histórias. No segundo, estudam inventores negros, mulheres importantes e símbolos como o Baobá, além de confeccionar bonecas Abayomi.
O terceiro eixo conecta as raízes nordestinas e africanas da região, culminando em ações como o “Natal da Diversidade”. A metodologia envolve várias disciplinas e atividades lúdicas para promover um ambiente escolar inclusivo e crítico.
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