Olha só, minha filha, essa história é de quem quer virar chefe na praça, hein? A turma de Salvador, Camaçari e Dias d’Ávila deu um jeitinho de sair da pindaíba e aprender a se virar no mundo dos negócios com a ajuda da Braskem. Foram quase 180 moradores que embarcaram numa aventura de capacitação pra abrir o próprio negócio, como quem planta feijão e colhe o milho, saca? E não foi só aula teórica, não. Teve treino prático, relatório, planilha de lucro… tudo pra fazer aquela pessoa virar dona do próprio nariz e do próprio dinheiro.
Pois é, uma dessas foi a confeiteira Valdívia Magalhães. Já tava na rua há mais de dez anos, fazendo bolinho como quem faz cafuné, mas quando entrou na tal do projeto, ela arregalou os olhos e viu que podia mais. A mulher saiu do brigadeiro de bairro e passou a valorizar seu trampo, precificando direito e vendo crescimento onde só tinha farinha. Pelo que ela falou, o projeto foi o pulo do gato pra ela dar aquela guinada no negócio, acreditando que dá pra sonhar mais alto.
E tem mais, minha linda: a Turma do Miniempresa na Comunidade, que é pra quem quer abrir sua empresa do zero, foi quem certificou 103 moradores. A galera saiu das horinhas de aula com a cabeça cheia de ideia, mão na massa e produtos na cozinha. Ah, e a Juliete Moura, que antes vendia doces na rua com carrinho de mão, virou dona de loja com uma loja, minha filha. Isso mesmo, “Delícias da Ju” agora é pra quem quer banho de loja, aumento de venda e sonha em crescer, tudo graças ao projeto. A moral da história é que a esperança nunca morre e a força de vontade faz milagres, meu rei!
A Braskem, que gosta de fazer esse papel de fada madrinha, acredita que esses negócios transformam vidas, e não é pra menos, né? A magnólia Borges, que cuida da Relações Institucionais na Bahia, deixou claro que apoiar esses projetos é investir no futuro, na força dessas pessoas que querem dar a volta por cima. E veja só, a cada nova capacitação, é mais gente pronta pra conquistar seu espaço no mercado de trabalho ou abrir a sua firma, porque empreendedorismo é coisa de coragem, minha filha.
E por falar em talento, lá na região do Uruguai, que é ali próximo, no bairro do Salvador que chama Bairro Têxtil, fizeram curso de costura pra quem goste de mexer com a indústria da moda. Foram 29 apprentices que aprenderam de tudo, de costura a sustentabilidade, e, olha só, quase metade deles já tão trabalhando nas fábricas ou pensando em abrir o próprio negócio. Uma dessas garotinhas, Zoane Almeida, que começou sem entender de linha e agulha, agora tá toda convicta, pronta pra encarar o mercado de frente e correr atrás do sonho. E o mais bonito: o curso foi feito por uma galera que consegue transformar sonhos em realidade, com a ajuda da Braskem e do pessoal da indústria têxtil.
Tem também a feira que foi feita pra botar as mãos nas merrecas, minha filha. A Feira do Empreendedorismo Comunitário, que rolou no Polo Industrial de Camaçari, e lá quase duas dezenas de mulheres venderam suas produções, ganhando uma graninha na pressa, na hora do almoço, no almoço de domingo… Não é bonito? Mais de R$7 mil, minha filha, e visibilidade pra quem tava lá batalhando. Pra Tatiane Carneiro, do Instituto das Chicas, que organizou tudo, isso é mais do que dinheiro, é poder, é chance de virar o jogo pra quem tava na pindaíba até ontem. E assim, minha fia, a esperança continua viva, e quem acredita, conquista.




