Bahia em Foco: Justiça e Candomblé
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) vai decidir hoje, 28 de março, se uma sindicância contra o juiz Cesar Augusto Borges de Andrade se tornará um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A polêmica gira em torno da retirada de uma fotografia de uma cerimônia de Candomblé em uma exposição no Fórum de Camaçari.
O Caso que Agitou a Justiça
Em março, o juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública de Camaçari questionou a presença da imagem de Solange Borges, uma Makota do Candomblé, em trajes religiosos. Ele argumentou que a exibição era “incompatível com a laicidade estatal”.
Curiosamente, outra fotografia, dessa vez de Santo Antônio, permaneceu no local. A situação chamou a atenção do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), depois que o Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afrobrasileiras (Idafro) protocolou uma representação, indicando uma possível discriminação religiosa.
O que Está em Jogo?
Com a possível abertura do PAD, algumas questões estarão em pauta:
- Imparcialidade do juiz
- Igualdade no tratamento das religiões
- Suspeitas de racismo religioso institucional
As penalidades podem variar, incluindo advertências, suspensão ou até perda do cargo.
Em sua defesa, Cesar Augusto afirmou não ter ordenado a retirada da imagem, ressaltando que seu pedido ao TJBA era apenas para analisar a legalidade da exposição. Ele alegou que a decisão de remover a fotografia foi do diretor do fórum.
Agora, fica a pergunta: até onde vai a liberdade religiosa em um estado laico? O que você acha sobre este caso? Deixe sua opinião nos comentários!




