BANNERS-POLICL-NICA-CAMA-ARI-728-X90-1

Engenova: A Nova Era para a Lista Suja Jinjiang

Autor

Categoria

Compartilhar

BYD e o Escândalo da Suposta Escravidão: O Que Aconteceu?

Em junho de 2025, a BYD, fabricante chinesa de carros elétricos, foi autuada pelo Ministério do Trabalho por condições de trabalho análogas à escravidão de 163 operários na Bahia. O cenário chocante levou a empresa a romper rapidamente com a terceirizada Jinjiang Group, salvando-se da “lista suja” do trabalho escravo ao se associar à Engenova Construções. Mas a história não termina aí!

Um Novo Nome, as Mesmas Velhas Práticas?

Desenvolvida em meio à tempestade de denúncias, a Engenova, fundada em fevereiro de 2025, passou rapidamente a desempenhar funções semelhantes às da Jinjiang. Portanto, o que se apresenta como uma nova parceria pode ter laços do passado. Aqui estão alguns pontos-chave:

  • Profissionais Transfugidos: Engenova absorveu pelo menos dez funcionários da Jinjiang, incluindo líderes nas áreas de segurança do trabalho e engenharia.
  • Localização Divergente: A sede da Engenova está no mesmo endereço que a Jinjiang, levantando suspeitas sobre sua operação.
  • Histórico Suspeito: O capital inicial da Engenova foi alterado de R$ 600 mil para R$ 6 milhões, o que gerou dúvidas sobre sua real capacidade.

Um estudo da Pública revelou que muitos profissionais migraram entre as duas empresas durante o escândalo de trabalho escravo, acendendo ainda mais a luz amarela sobre a nova marca.

O Silêncio da BYD e o Olhar Crítico do Público

Mesmo após um acordo de R$ 40 milhões com o Ministério Público do Trabalho, as dúvidas persistem. A BYD se defendeu ao afirmar que rescindiu o contrato com a Jinjiang e que a Engenova foi contratada apenas para certas obras. Contudo, não esclareceu os indícios de continuidade das práticas investigadas.

A situação é delicada e gera questionamentos. A empresa está disposta a mudar, ou simplesmente trocou de nome para evitar as consequências legais? O que você acha? A troca de empresa resolve o problema, ou o foco deve ser na cultura de trabalho que precisa ser revista? Deixe seu comentário!

Autor

Share