Vereador em Camaçari Cria Polêmica ao Rasgar Contracheque de Professora
Um vereador de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, deu o que falar nesta quinta-feira (9) ao rasgar o contracheque de uma professora durante uma sessão da Câmara. O ato aconteceu enquanto educadores lotavam o plenário, em busca de um reajuste salarial que está emperrado na Comissão de Finanças.
Motivo da Revolta: Atraso no Reajuste Salarial
Os professores estão em mobilização para pressionar a Câmara a acelerar a tramitação de um projeto de lei que visa o tão aguardado reajuste salarial. Durante a sessão, a presidente do Sindicato dos Professores (Sispec), Sara Santiago Carneiro, apresentou seu contracheque ao vereador Jamesson (PL). Sua resposta dramática foi rasgar o documento e jogar os pedaços na direção da educadora.
Pintando o Cenário: Propostas e Respostas da Prefeitura
A prefeitura de Camaçari informou que os professores aprovaram um reajuste salarial em assembleia, com índices que variam de 5,4% a 10,36%, dependendo da categoria. Esses números são frutos de uma readequação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV), que busca corrigir perdas salariais de quase uma década.
Durante as negociações, foram apresentadas:
- Seis propostas de reajuste
- Diálogos contínuos com a categoria
- Uma análise cuidadosa de documentos e percentuais
Apesar disso, o Sispec criticou a atitude do vereador, chamando-a de “absolutamente repugnante” e afirmando que isso demonstra desrespeito à categoria, especialmente às mulheres. A entidade ainda acusa Jamesson de atrasar o projeto por motivos políticos.
Defesa do Vereador e Consequências da Polêmica
Após a repercussão, o presidente da Câmara, Niltinho Maturino (PRD), repudiou a ação e prometeu que medidas adequadas serão adotadas. Jamesson, por sua vez, saiu em defesa de suas ações. Em vídeo, ele negou qualquer tentativa de impedir o ajuste, afirmando que o projeto possui pontos a serem corrigidos.
Ele destacou que a Comissão de Finanças identificou pelo menos 13 inconsistências que precisam ser ajustadas antes da votação. Entre elas, estava uma questão no Artigo 2º, que, segundo Jamesson, poderia comprometer os direitos dos professores, mas que já foi alterada.
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