Olha só, minha filha, hoje a cidade de Camaçari virou palco de um show religioso daqueles que ninguém quer perder, viu? É o dia do feriadão, que marca o fim das homenagens ao padroeiro São Thomaz de Cantuária, esse bispo que nasceu lá de Londres e ganhou o coração do povo daqui por causa da história da fé forte, que nem baiano que se prese. O tema da festa? Missão e paz, tudo voltado pra motivar a galera a ficar mais doidinha de amor e esperança, num povo que adora uma celebração para levantar o astral.
E quem tava por trás da organização, minha filha? A prefeitura, com uma força-tarefa que contou também com o apoio do governo do estado — porque aqui ninguém faz a coisa sozinha, né? A Secretaria de Governo e a Coordenação de Eventos deram um show de mobilização para garantir que tudo saísse nos conformes, com a turma preparada para receber a multidão religiosa que promete lotar os atos litúrgicos ao longo do dia.
A madruga começou cedo, às 5h da matina, com aquele orgulho: a Alvorada — que é só o pit stop inicial pra animar a galera. Depois, às 6h, rezaram o Ofício de São Thomaz, porque aqui a fé não tem hora para começar. As missas importantes rolaram na Paróquia Catedral, na Praça Desembargador Montenegro, com uma dedicada à memória dos que se foram e outra às 9h30, para ungir os doentes. E olha, minha filha, é tanto Deus que quem perdeu a esperança de um milagre aqui fica até mais forte, viu?
À tarde, a cereja do bolo foi a famosa procissão às 16h — aquele desfile de fé que percorre as ruas principais do município, com todo mundo vestidinho de santo, que nem moda de rua. Depois, às 17h, culminou na tão esperada Missa Campal — presidida pelo bispo Dom Dirceu, que lá no altar também deve ter sentido o calor da multidão que veio agradecer, pedir ou só mesmo participar da festa. Todo mundo de olho na hora e no coração, né?
Pra fechar com chave de ouro, a festa virou um show de música de primeira: Clayton Borges e William Sanfona fizeram todo mundo levitar. E tenho que confessar, o William, que mistura forró com música sacra, é uma daquelas coisas que só o Nordeste tem, minha filha, coisa que dá gosto de ver. E o melhor? A celebração encerrou um ciclo de novena que começou lá no fim de dezembro — uma devoção que tem suas raízes firmadas na história, vindo lá da Inglaterra e que veio ganhando espaço na nossa cultura, por causa da história da ferrovia e do povo trabalhador.
Então, minha linda, numa época que a gente precisa de fé pra seguir a caminhada, Camaçari mostra seu orgulho e reserva esse dia todo pra celebrar seu padroeiro numa festa cheia de tradição, esperança e, claro, aquela alegria que só o povo baiano sabe demonstrar.




